domingo, 19 de abril de 2015

Redução da maioridade penal: não é bem assim

No mundo em que vivemos o consumismo e a rápida ascensão econômica e social introduzida pelo tráfico e pelo envolvimento com crimes, ainda que momentânea e ilusória, se somam aos sistemas e programas educacionais e sociais bastante frágeis e precários, além da falta de oportunidades e a desagregação familiar aumentando a criminalidade juvenil.

Dizer que o método mais eficaz para diminuir o índice de criminalidade seria a redução da maioridade penal e instituição da pena de morte é algo falso e mentiroso.

Uma pesquisa divulgada pelo jornal The New York Times, em 2007, concluiu que os jovens submetidos às penas de adultos cometeram, posteriormente, crimes ainda mais violentos. Pois os presídios são conhecidos como “faculdades do crime”, e a colocação dos adolescentes neles teria como consequência inevitável a sua integração em facções criminosas. Portanto, o efeito da redução da idade de responsabilização criminal é exatamente oposto àquele que se pretende.

A sociedade tem a impressão de que as leis mais severas resolvem o problema, de que a prisão educa e que o jovem fica impune aos crimes cometidos por isso defende a redução da maioridade penal, mas isso não acontece, ele pode ser privado de liberdade, através da internação, ou receber outras medidas punitivas e educativas, como reparação de danos, liberdade assistida, prestação de serviços à comunidade e semiliberdade.

O problema é que quem nunca teve sua vida valorizada dificilmente valorizará a vida do outro. O crime só inclui quando o Estado exclui. O futuro do Brasil não pode ser condenado à cadeia. Temos sim que prevenir: incluir e garantir oportunidades à juventude. Se o adolescente procura a escola, o serviço de atendimento para dependentes de drogas, trabalho e profissionalização e não encontra vaga, ele vai para o crime.

Se o ECA fosse cumprido hoje nem estaríamos tratando de redução da maioridade penal. Se temos criminalidade juvenil é porque não se cumpre o que está no estatuto. Devemos levar em conta que de 60 milhões de crianças e adolescentes, os que cometeram atos infracionais representam 0,1%, tendo em vista que apenas 60 mil cumprem algum tipo de medida socioeducativa. Dos 9.000 internos da Fundação Casa de São Paulo, os que cometeram crimes graves, como homicídios e latrocínios, representam menos de 1,5% do total.

Qualquer mudança reducionista na maioridade penal está eivada de inconstitucionalidade material, por violar gritantemente a cláusula pétrea (art.60 § 4º: Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: IV – os direitos e garantias individuais).

A redução da idade de imputabilidade penal não é e nunca foi solução para as mazelas sociais. Ao contrário, o Estado deve investir em sérias políticas públicas nas áreas de educação, saúde e inclusão social. Somente assim teremos uma sociedade menos violenta e mais comprometida com ideais de solidariedade.
Sinto-me perdida diante a multidão,
um ser insignificante no meio da escuridão.
Quero fugir, lutar,
mas são tão fortes os que querem me derrotar.
Acoada me refugio,
grito, clamo ajuda,
mas não há ninguém que me acuda.
Perturbada, penso em desistir,
mas há uma força maior que me faz seguir.
Quando já não tenho quase nenhuma esperança,
eis que surge uma criança,
me puxa pela mão,
e me mostra que nem tudo é só escuridão.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ah o amor...

Sentimento lindo
Inquietante
Suspiros intensos
Casais enamorados
Olhos brilhantes
Coração apressurado
Mãos trêmulas
Pernas bambas
Veja só o que ele é capaz de fazer...
E o que seria de nós sem ele?

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O tempo

O vento levou
Quando me dei por mim
Ele já era,
Passou
E o que era pra ter ido com ele
Não foi
Ficou!

Amizade

Amigo de verdade é assim
Te ajuda a superar,
A levantar e
A ser mais forte.
Está sempre ao seu lado,
Independente do que te aconteça.
Duplicando alegrias
E dividindo tristezas.
É um amor que nunca morre.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A incerteza das minhas certezas

Quanto mais conheço o mundo,
Mais pequena me sinto,
Reconheço em mim muito a ser feito,
A ser melhorado,
Me sinto perdida na grandeza deste mundo.
Vejo que minhas certezas,
Já não são tão certas assim,
E que meus pré-conceitos sobre as pessoas,
Sobre determinadas situações,
Eram bem preconceituosos mesmo;
E que o que serei futuramente,
Depende única e exclusivamente de mim,

E do que faço com meu tempo e minha vida!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Resposta Diálogos intermitentes

Sim, todos temos a estranha mania de falar sozinho.

Como se fosse meio que como um modo de fugir da solidão,
conversar com nós mesmos,
abominável esta ao coração humano.

Nós inventamos um "outro" imaginável,
pra que assim não sejamos vistos como loucos.

Somos tão vis, não nos bastamos em nossa pequenez.

E o mundo a nossa volta, clama por barulho:
o corre-corre dos automóveis;
construções que não param;
a chuva batendo nos tetos.

E nós nos acostumamos com esse mundo insano.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Grandes artistas
lançam sua sorte ao vento
e se contentam as vezes com tão pouco,
para se fazerem de ciganos levando sua arte
para qualquer lugar
sem destino certo e nem data de chegada ou partida,
mas felizes por subir ao palco e ouvir
o agradável som de risos e aplausos
que é a forma mais bela e simples da platéia expressar a alegria em estar ali!
Bem ou mal, os verdadeiros artistas, acabam fazendo de suas vidas um livro aberto para qualquer um que tiver interesse em ler!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Saindo de Sacramento,
Deixando a saudade pra trás,
Daquela cidade pequena
Que tanto bem me faz.
Rumo ao sul do país,
Pra buscar o que me deixa feliz.

Primeiro chegando em São Paulo,
Fui ao bairro da Liberdade,
E vi naquele povo muita cumplicidade.
Já em Ortigueira,
Que surgiu com Marcílio Rodrigues de Almeira,
Cidade sem bandeira.
Senti um enorme vazio,
Naquele lugarejo frio.

Estar em Curitiba,
Me trouxe uma forte lembrança da minha terra,
No Alto-Paranaíba.
Agora em Tubarão,
que recebeu esse nome por um cacique que habitava a região,
cidade de grande população,
povo de muita educação.

E no final de toda essa rota,
terminamos em Pelotas,
longa viagem que acabou com as nossas cotas.
Agora vou terminando essa nota.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O fantástico mundo dos sonhos



E com meu passaporte, passagem e malas à mão atravessei um corredor. Sentei-me na poltrona indicada pelo cartão de embarque e aguardei até que o avião decolasse, com um certo friozinho na barriga. Dormi a noite toda e somente percebi que as horas tinham passado quando a luz do dia atravessou minha pequena janela. E foi lindo acordar sobrevoando a bela praia de Miami. No pouso, a ansiedade em entrar logo no aeroporto para ouvir uma língua distinta e bem depressa ir para Orlando. Chegando em Orlando, atravessando as portas, pude ver o movimento das ruas que não é nada diferente daqui. Mas pouco tempo me deram para observar, pois logo despachamos a mala e entramos no ônibus para irmos para o hotel. Aquela alegria que tomava conta de todos em atravessar o portal que nos dizia “Bem vindos a Walt Disney World’s”, este nos separava de um mudo real a um mundo mágico, que realiza toda as suas fantasias. Chegar no hotel e se deparar com algo “irreal” como enormes capacetes decorando um imenso pátio; bolas de baseball na parede e comer em um refeitório onde mesas e paredes são decoradas com cenas de jogos foi emocionante. Nada mais digno do que muitos flashs. A rotina de acordar bem cedo, nas férias, nos desanimava um pouco, mas ir tomar café da manhã e ver pessoas diferentes, conversando em outras línguas nos chamava bastante atenção. Na porta do hotel aguardávamos ansiosamente o ônibus que nos levaria para os parques, era muito divertido pela manhã a animação do pessoal, cantando músicas ou dando “gritos de guerra”. Ver nos parques construções que pareciam tão reais, castelos e personagens que fizeram parte da minha infância me emocionou. Ás vezes era difícil acreditar que realmente estávamos ali. Outros passeios nos deram certa adrenalina, como torres e montanhas-russas. Após tanta correria nos parques, embaixo de um sol escaldante, comida ruim... nada melhor que uma comidinha brasileira; uma saída pra balada de limousine (como me diverti – dancei tanto!) e finalmente compras. Era bom entrar nas lojas e conseguir conversar com as vendedoras, ter naquele momento a sensação de independência. Caminhar por Downtown Disney, comendo deliciosos chocolates, vendo americanos na tentativa de conseguir dançar e perceber as diferenças de costumes foi realmente muito legal. Entre os momentos de diversão, bateu saudade, houve choros e vontade de vir embora mas isso foi momentâneo. E não foi fácil dividir o quarto com pessoas não tão próximas, respeitar meu limite e o espaço do outro. Como é complicado descrever com palavras a beleza, perfeição e a preparação de tudo. Depois de bons momentos, era a hora de arrumar a mala para voltarmos e a expectativa voltou, era vontade de ver pessoas que tanto amo, mostrar fotos que registraram o que fizemos e abrir a mala para mostra o que comprei e distribuir os presentes. Abraçar todos, chorar de alegria, saudade foi bom e os momentos nunca irão sair da memória... Adeus, Orlando, Adeus!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O tempo não pára
para que você organize sua vida,
suas coisas..
ele anda cada vez mais rápido,
é preciso que você corra
para acompanhá-lo,
ou se não ele te deixa para trás.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Brighter than the sun

The day wake up.
I open my bedroom window.
I can see daylight,
the blue sky,
birds flying
and I can also hear them singing.
Morning show.

Night comes,
bringing the darkness.
Now, I can see the brighter moon,
stars
and hear the sound of small insects.

domingo, 10 de julho de 2011

Resposta turvação atmosférica

Aqui há um ribeirão,
a cidade passa por ele,

as manhãs de julho,
são neblinosas,
deixam os olhos lívidos,
eriçam os nossos pêlos...
ribeirão e céu se encontram.
Contemplação matinal.

sábado, 18 de junho de 2011

Brasil mostra a tua cara

A cultura brasileira é desvalorizada por alguns jovens, que preferem tudo que não seja produzido por aqui. Os dados da pesquisa do DataFolha em 1991, nos evergonha, mas é possível que os percentuais tenham piorado 20 anos depois, porque o jovem de hoje tem maior acesso a mídia.
A valorização da cultura brasileira teve seu ápice na década de 1920, quando Tarsila do Amaral e outros organizaram a Semana da Arte Moderna onde nacionalistas exporam trabalhos que mostravam as belezas do nosso Brasil e o cotidiano do nosso povo. Não há como negar que este evento não tenha feito diferença em nossa vida.
É triste e doloro pensar na proporção de objetos importaos que usamos com a quantidade de material que existe aqui. Poderíamos nós mesmos estar produzindo grandes coisas mas tecnologia para isso nos falta. É dificil pensar, mas pequenos problemas vão gerando outros e outros, no final vira um "bolo" complicado de resolver.
Para nos orgulharmos do Brasil é necessário que haja uma política justa, limpa e decente; mas está aí, exposto na mídia, os roubos, fraudes e a corrupção do governo e a impunidade por que estes passam na justiça brasileira furada.
Para nos orgulharmos é preciso que tenhamos segurança, paz, alimento e trabalho. Os dados indicados só aumentam. A única forma de lutar contra isso é os jovens deixarem de ser apáticos e saírem as ruas fazendo protesto. Mas o nosso medo, preguiça, descaso não permite que façamos isso.
Que nos orgulhemos então das nossas belezas naturais, da quantidade de espécies endêmicas vegetais e animais que temos; da nossa profissão; das famílias estruturadas; do povo que é honesto e trabalhador; das nossas delícias da gastronomia; do MPB e samba.
Que lutemos juntos contra isso para aclarmos um dia a nossa pátria, as nossas vitórias; e cantarmos horando o que nosso hino diz "se o Penhor, essa igualdade conseguimos conquistar com o braço forte" e possamos salvar a nossa pátria amada e idolatrada.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Discurso de um líder

Eu, Saif Al Adel, nomeado o novo líder da Al Qaeda, quero lhes dizer que ELES pagarão, porque nunca nos esqueceremos de que mataram nosso ex-líder Osama e o que fizeram conosco. Não devem ter ideia de que ajudei no ataque contra a embaixada em 1998 e coordenei a instalação de treinamento no Sudão e no Afeganistão. Com a nomeação de Mustafá a chefe de opereções, iremos planejar um novo ataque o mais rápido possível, mas que seja antes dos 10 anos do ataque de 11 de setembro para não ser tão previsível. Agora iremos atingir o nosso verdadeiro alvo, a Casa Branca, para mostrar para esses americanos que a política estadunidense se tornará ainda mais frágil. Em nome de Alá, atingiremos esses americanos malditos, que tanto se intrometeram nas decisões do nosso país e espalharam militares desgraçados dizendo que queriam nos ajudar. Eles criaram e treinaram Osama Bin Laden para quê? Para depois o destruir? Que sob a decisão de Alá, todos els após a morte, queimem no fogo do inferno. Eles não tinham o direito de matar nosso líder dentro de sua própria casa, perante a sua família. Agravaram o nosso ódia, a nossa fúria e agora queremos vingança. Que nosso grito, expresse a nossa dor e que Alá veja que clamamos sua ajuda.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Dia das Mães

08 de maio,
dia das mães.
Como presenteá-las
se nada no mundo paga o que elas fazem por nós?
É tão difícil definir MÃE,
aquela que nos gerou,
a criatura mais bela de Deus.
Olho, você Jane,
e tenho orgulho de chamar de minha mãe.
Uma mulher trabalhadora, digna, mãe tão nova,
que criou a mim e minha irmã sozinha,
fazendo papel de pai e mãe.
Fez esses dois papéis muito bem,
errou, porque é humana.
Mas me deu valores que ninguém
poderá me roubar.
Um dia gostaria de significar para meus filhos
tudo aquilo que ela significa pra mim.
Me espelharei nela,
para ser uma grande e boa MÃE.
Agradeço por todos os "NÃOS"
que ela me disse e ainda me dirá,
porque estes me fizeram o que sou.
Espero poder retribuir a ela,
em dobro, o que me deu,
esse amor incondicional.
Parabéns à todas as mães!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Me impressiona a minha inconstância,
ontem estava estranha,
hoje estou sensível,
acho que é mal de nós, adolescentes.
Vovô

Vovô,
hoje,
escutando sua voz macia ao telefone,
seus apelidos carinhosos,
e depois vendo seu rosto,
sempre com um semblante tão feliz.
Me deu uma saudade,
pena que nos encontremos tão poucos,
deu vontade de fazer como menina,
sentar no seu colo,
escutar suas histórias,
o som da sua sanfona e de seu violão.
De na fazenda,
correr quando o senhor me mostrava algum bicho.
Ou ficar cheia de espectativas,
para que o senhor voltasse com uma bacia cheia de amora.
Medo, me dá,
do tempo passar depressa demais,
e eu não poder aproveitar um pouco mais do seu carinho e atenção.
Mais irei contar aos seus bisnetinhos,
se não estiver mais aqui,
todas as histórias e aventuras que nos contou,
e farei com que conheçam o som do seu violão e da sua sanfona,
para que tenham as boas lembranças que hoje e sempre, eu terei.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

El mundo

Yo soy una chica,
con vontade de descubrir
como es el mundo,
como son las personas.
Ellas tienen dos caras,
as veces me confunden,
e me dan miedo.
Tengo vontade de viajar
por todo lo mundo,
conocer gente nueva,
cultura distinta.
Quiero ser una periodista del mundo,
con sed de conocimiento.
Aprender nuevas lenguas,
y a hacer algo distinto siempre.
Haciendo tambien algo
para melojar mi mundo
tan violento, triste y mal.
Ya no puedo más ver las personas,
moriendo por la falta de atención,
de hambre.
Yo quiero un mundo bueno,
pacifico, justo,
con las personas se amando
y respetando.
Más isto será tan difícil de ocurrir?